O homem tem amor
Pelo cego e infundado se,
Perdido, não se puser a ver
Que com um céu foi agraciado.
Se despreza as constelações,
Admira, então, o opaco.
Não vê razão, nem escuta as canções
Das cores do arco, ou do raio dourado.
O homem que não admira o céu,
Não sabe como foi para os astros cruel;
Não imagina a dor da lua e do sol,
Nem percebe suas decepções no véu.
Pois o homem sem nome,
Se à beleza etérea conlui-se,
Some ao ignorar suas estrelas,
Abstendo-se de sua própria luz.
