Que me seguiam atrás com os olhos
Por mais que tentassem
(E tentavam, era verdade),
Nenhuma delas poderia
Saber-me naquele momento.
Havia ardor de dúvida em mim
(Não de futuro arrependido,
Mas de inexperiente compadecido),
E este me amargurava a alma.
Fechava os olhos, pensava.
Ao meu lado, o coração inteiro.
Dentro de mim, o coração partido.
Só esperava que tudo fosse belo
(E verdadeiro, e sincero).
Dali em diante, pouco orgulho
Para mim não seria o bastante.
E na solidão dos meus olhos cerrados,
Ouvi dezenas de opiniões atravessadas
Na memória, como exigências surradas,
De como viver, do que vestir,
Como fazer, o que comer e aonde ir.
(Pensei em ser grosseiro; desisti.)
Senti a mão suada deslizar os dedos.
Percebi que os fatos e a vida gritavam.
Tinha vontade de sorrir, de beijar,
De correr feliz e de sentar
(Mesmo que por um parco instante).
Levantei o rosto exausto e ruborizado
Dos pensamentos imediatos e voluptuosos
(Decisivos foram estes pensamentos!).
Seguro da alegria a contagiar o corpo
Soprei no momento oporturno o veredito:
-SIM, EU A ACEITO.
(Para sempre me lembrarei do belo feito.)
Ps.: Este poema é dedicado ao meu grande amigo Raphael Tostes e ao meu primo Kadu, os noivos do ano. Parabéns, chará e primão, e vida longa e próspera às novas famílias!

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