É errado errar. Nos algemaram no primeiro dia em que nos mostraram o que é o certo, e o que não é, e nos podaram o direito moral do arbítrio viver livre. Quero errar simplesmente pelo fato de não ter a obrigação de acertar, de não me esfolar pela glória e nem me estafar pela vitória.
Quero ter o direito de errar! Quero ignorar a perfeição ensandecidamente perseguida. Quero deitar sob a sombra serena da falta de certeza plena, uma certeza que nos consome raciocínios complexos e nos faz perder as brisas quentes do verão.
Malditas sejam as sempre, sempre acuradas respostas! Vazias do propósito de simplesmente existirem; exigentes de atenções e paparicos e zelo eterno; ladras dos momentos simples da vida por ela mesma; rainhas que dependem e se viciam no gozo insaciável dos que se desfazem de seus desejos próprios em seu nome.
Quantas noites estreladas deixei de admirar? Quantos casulos ignorei e, depois, ignorei também suas borboletas? Quantos perfumes de flores frescas ou pães assados, ou arco-íris, ou chuvas de final de tarde, ou abraços de amigos, ou livros deixei de ler pela obsessão em conquistar a perfeição?
Darei-me o luxo de, senhor de mim, decidir o que irei acertar e o que irei errar. Pois se, para tantos, é o meu "errado" o "bom" deles, então, à partir de hoje, só errado serei.
Quero ter o direito de errar! Quero ignorar a perfeição ensandecidamente perseguida. Quero deitar sob a sombra serena da falta de certeza plena, uma certeza que nos consome raciocínios complexos e nos faz perder as brisas quentes do verão.
Malditas sejam as sempre, sempre acuradas respostas! Vazias do propósito de simplesmente existirem; exigentes de atenções e paparicos e zelo eterno; ladras dos momentos simples da vida por ela mesma; rainhas que dependem e se viciam no gozo insaciável dos que se desfazem de seus desejos próprios em seu nome.
Quantas noites estreladas deixei de admirar? Quantos casulos ignorei e, depois, ignorei também suas borboletas? Quantos perfumes de flores frescas ou pães assados, ou arco-íris, ou chuvas de final de tarde, ou abraços de amigos, ou livros deixei de ler pela obsessão em conquistar a perfeição?
Darei-me o luxo de, senhor de mim, decidir o que irei acertar e o que irei errar. Pois se, para tantos, é o meu "errado" o "bom" deles, então, à partir de hoje, só errado serei.
