31 de dezembro de 2009

Martelo e bigorna: o dia que fiz uma espada

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O valor de uma escolha é algo que só sabe quem a faz. Não se deve julgar as escolhas das pessoas, afinal só elas podem valorar o que melhor lhes satisfaz. Não sei aonde irei chegar; só sei que não é justo comigo mesmo ficar parado. Tenho certeza, não irei me arrepender das escolhas que fizer. Digo isso porque será a MINHA escolha, e vou encará-la com todas as minhas forças, seguro de mim. Assim, se no futuro perceber que este caminho não me levará ao Éden, não ficarei frustrado. Sou astuto. Saberei reconhecer o custo da minha felicidade, realização, plenitude, e sem medo retornarei ao Limbo para uma nova decisão. Pior seria entrar em uma vida dita segura e me arrepender de nunca ter me arriscado um pouco mais, vivendo em um Inferno melancólico. Pois quem ignora o próprio talento, fada-se à mediocridade; mas quem venda-se perante o insalubre, entrega-se à eterna decepção.

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