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Não há maior raiva, ódio, ira
E nem maior inveja, ciúme, mentira
Não há temor, dúvida e nem receio
Não existe nada que justifique a covardia.
E se o pior de seus defensores vier,
Surgir ou se levantar,
Haverá um forte de empunhar
Não o braço, mas o coração
E, assim, o irá derrotar.
Pois podem os malvistos atacarem,
Correrem ou se esconderem,
Que dos fatais toques da verdade
Jamais poderão se esquivar.
E se o punho for maior que a razão,
Que prevaleça a força, então.
Mas nunca perderá o vigor
A mais esquérrima que seja
Sinceridade aberta em fútil dor.
De dois corpos não salta
O danado ímpeto ridículo.
O infundado embate não travam.
Um negará, pela razão, tal vínculo
E, assim, para completar a pauta,
Dois não brigam.
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Um comentário:
Surpreendente ou não, este é o dia do meu aniversário. Apesar de ler agora, encanta-me tamanha conexão com o momento.
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