Há um ano me mudei para dentro de um sonho. O sonho era enorme; quase tão grande quanto o mundo. Na verdade, o sonho era do tamanho do mundo; exatamente do tamanho do mundo. Um sonho repleto de euforia, mudanças, vapores quentes e frios, pinturas vibrantes e, sobretudo, cheio de amor e inquietação. Me mudar para dentro dele foi difícil; pois era necessário deixar muito para trás; era necessário desapegar de quase tudo para reiniciar em um lugar branco, cru, puro - como uma grande folha de papel que espera ser rabiscada, desenhada, enfeitada por uma caixa de lápis de cor chamada CORAGEM.
Eu não teria o direito, não poderia ser egoísta e pensar apenas na minha felicidade. Não, eu não poderia pensar só em mim, ou só em quem eu amava. Para ser feliz – plenamente feliz – era necessário distribuir a felicidade; era necessário viver o sonho, o enorme sonho de mudar o mundo. E cá estou, há 1 ano.
Não se importa com os calos quem sente a real transformação da caminhada.

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